Adorável vilã


Não é difícil imaginar porque “Jovens Adultos”, mais recente filme do diretor Jason Reitman, fez pouco sucesso. O cineasta, queridinho da Academia desde sua estreia com a comédia sobre a indústria do tabaco “Obrigado por Fumar”, foi inclusive ignorado no Oscar deste ano por esse filme que traz uma inspirada Charlize Theron no papel principal.

“Jovens Adultos” é um filme que, diferente dos trabalhos anteriores de Reitman, tem uma protagonista da qual é difícil gostar. Autora de uma série de livros que acaba de ser cancelada, ela decide voltar para sua cidade natal a fim de reconquistar o ex-namorado (Patrick Wilson), pouco se importando com sua feliz vida de homem casado e pai de uma filha recém-nascida. Em crise de identidade, essa volta ao passado representa uma tentativa dela de se reencontrar, mas a nostalgia revela perigos que ela não esperava enfrentar.

“Jovens Adultos” tem esse aspecto dissonante, mas também está em plena sintonia com os filmes anteriores de Reitman, já que “Obrigado Por Fumar”, “Juno” e “Amor Sem Escalas” também são filmes que são protagonizados por vilões disfarçados de mocinhos (o representante das empresas de cigarro; a garota grávida que quer se livrar do filho; o mensageiro de demissões). E da mesma forma, “Jovens Adultos” é um filme sobre pessoas solitárias.

Outro ponto de encontro é a trilha sonora, que aqui tem hits dos anos 90, de bandas como Foo Fighters, 4 Non Blondes e Pearl Jam, só que alguns deles estão em arranjos irreconhecíveis, o que representa um desafio para quem é bom de ouvido.

Como o filme passou rapidamente pelos cinemas brasileiros e não chegou a muitas cidades, vale muito conferir “Jovens Adultos” em DVD ou Blu-ray.
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Entrega anônima

Este é provavelmente o caso mais bizarro que já passei com compras internacionais.

No dia 12 de julho, eu fiz duas encomendas: uma no site DVD Empire e outra no Deep Discount. Em ambas, pedi dois Blu-rays. O objetivo era testar essas duas lojas e ver qual entregaria mais rápido, já que as compras via Amazon andam problemáticas há alguns meses, desde a Operação Maré Vermelha, da Receita Federal (tenho dois pedidos da Amazon e um da Second Spin ainda atrasados, senão perdidos), e da recente medida da loja para cobrar os impostos de importação antecipadamente.

Meu pedido da Deep Discount (Blu-rays de "O Balconista" e "Procura-se Amy") chegou primeiro, após 20 dias da data do pedido. Os filmes chegaram em um envelope plástico-bolha e sem tributação. Já o pedido da DVD Empire (Blu-rays de "Gremlins 2" e "Sexo Sem Compromisso") foi recebido somente hoje - e como de costume desta loja, os Blu-rays vieram numa caixinha de papelão.

Só que meu teste não pode ser levado em conta. Explico: quem fez a entrega da encomenda feita na DVD Empire não foram os Correios, mas, sim, uma pessoa anônima.

Quando peguei a caixa, já tive o primeiro estranhamento: meu nome estava escrito errado e à mão junto com o endereço na parte de trás da caixa. A etiqueta da loja com o meu endereço tinha sido arrancada. Pensei: "Só faltava essa; os Correios abrindo encomendas..."

E antes fosse isso. A caixa estava aberta e a explicação estava dentro: uma carta, também escrita à mão, de uma pessoa que "encontrou" a caixa no portão do prédio e decidiu levá-la consigo. Arrependido, o fulano decidiu devolver a caixa e deixou esse pedido de desculpas:



Primeiro: deixo aqui meu agradecimento ao prezado anônimo pela devolução, embora eu não o perdoe por ter aberto os Blu-rays e espalhado suas impressões digitais por todos os discos. Se ele estava tão interessado na embalagem, como diz na carta, por que abriu os Blu-rays? E aposto que só devolveu porque tentou rodá-los num DVD player e não obteve sucesso. De qualquer forma, ainda bem que ele devolveu. Antes isso do que ficar sem meus filmes (e já testei ambos e estão funcionando perfeitamente).

Marcos Cesana como o Carteiro
do filme "Reflexões de um Liquidificador".
Segundo: deixo aqui minha indignação com os Correios por essa tremenda mancada. Não é a primeira vez que o carteiro simplesmente joga uma encomenda minha no portão do prédio. Já tive uma que ficou na chuva. Ora, se não cabe na caixa de correio, bata o interfone, senhor carteiro! Não tem ninguém em casa? Volte com a encomenda para a agência e deixe um aviso de retirada. Caixa é caixa. Carta é carta. Para cada tipo de encomenda deveria ser adotado um procedimento específico. É o mínimo que se espera de uma empresa responsável.

Por fim, deixo o alerta a todos que fazem pedidos internacionais, pois os Correios não estão mesmo dando a mínima para nossas encomendas (nunca deram). Já não basta o prazo interminável de retenção para cobrança de impostos, ainda temos que aturar esse tipo de tratamento na entrega.

Depois dessa, fico pensando se minhas encomendas atrasadas, na verdade, não foram extraviadas. Já perdi a esperança em recebê-las. Acho que, daqui em diante, eu só pedirei encomenda com rastreio e que exija assinatura para ser entregue. Pode ficar mais caro, mas, pelo menos, recebo tudo.
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Quem é o “Espetacular Homem-Aranha”?


Em certo momento de “O Espetacular Homem-Aranha”, uma professora de Peter Parker diz à classe que discorda de um colega que afirma que só existem dez modelos de enredo em toda a ficção. Para ela, existe apenas um, na verdade, uma única questão: “quem sou eu?”

O conflito de identidade está presente não apenas na maioria absoluta dos super-heróis, mas das pessoas comuns. A identidade é o que nos define na sociedade. Neste novo filme do Homem-Aranha, Peter Parker potencializa as características de sua personalidade ao se vestir como o herói. Já o Peter Parker de dez anos atrás não apenas se veste como o Homem-Aranha: ele se transforma no super-herói, se torna outra pessoa. Não é à toa que a Mary Jane é apaixonada pelo Homem-Aranha, e não pelo Peter. Existem, nesse “velho” Peter, um conflito de identidade e um conceito de personagem mais amplos – justamente os pontos que pautam “Homem-Aranha 2”, o melhor filme da franquia e um dos melhores do “gênero” super-herói.

Este recente filme é muito o reflexo dessa condição do novo Peter: ele não se transforma em algo diferente. O filme é um mero disfarce para um cinema que perdeu a vontade e a coragem de imaginar. A própria necessidade de mostrar mais a cara de Parker revela o quanto a fantasia (no sentido de narrativa fantástica e também no de vestimenta do herói) está sendo deixada de lado. Não me espantarei se, no próximo filme, Peter sequer vestir o uniforme para balançar pela cidade.

E afinal: qual é a necessidade de recontar a história do Homem-Aranha no cinema? Afinal de contas, apenas dez anos separam este filme do primeiro protagonizado por Tobey Maguire. Mudaram os atores, o diretor, o figurino, o vilão e a tecnologia, mas ainda assim estamos diante de um filme que não justifica o recomeço das aventuras do Cabeça de Teia. É diferente, por exemplo, dos novos filmes do Batman, que foram feitos com o propósito de recuperar a imagem do personagem, após o fracasso de “Batman & Robin” em 1997 – o fim de uma era para os filmes de super-heróis, que ressurgiram com “X-Men” no ano 2000.

Só que o primeiro “Homem-Aranha” não seguiu a tendência pseudo-realista e sombria ditada pelos mutantes e que acabaria por influenciar a maioria das adaptações de histórias em quadrinhos dali em diante, até chegar ao seu máximo, completando o círculo, curiosamente, com “Batman Begins”. O “Homem-Aranha” dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco e Willem Dafoe possui algo mais fantasioso, é um filme mais cômico e colorido – coisa que mais tarde seria eclipsada (embora não totalmente) na terceira e última aventura, onde o lado sombrio, enfim, venceu.

A necessidade de refazer o “Homem-Aranha” tem um lado comercial inegável e que provavelmente supera qualquer intenção artística dos realizadores do novo filme. Sem Raimi, Maguire e Dunst, que não toparam fazer um quarto longa, a Sony precisou recomeçar a franquia do zero para não correr o risco de ver os preciosos direitos do personagem voltarem para a Marvel (hoje um estúdio plenamente funcional, e não mais apenas dona de propriedade intelectual). Uma vez tomada essa decisão, não deu outra: seguiu-se a tendência de colocar os pés no chão, tornar as coisas mais críveis, mais “reais”, mais próximas do estilo “dark” com o qual o público (em especial, o adolescente) foi sistematicamente acostumado nos últimos dez anos.

E o resultado, pelo menos para quem não compra essa ideia de que é preciso ser sombrio para ser profundo, é um filme aborrecido e repetitivo.

Andrew Garfield faz um Peter Parker mais jovem e mais atrevido (e por isso mesmo arrogante e mal educado) que tem muito mais tempo de tela do que o próprio Homem-Aranha. Como dito anteriormente, sob a máscara ele potencializa essas características e o “amigo da vizinhança” é mais piadista e irônico do que o Homem-Aranha de Raimi e Maguire – características essas que, acredito eu, estão mais próximas do herói dos quadrinhos, pelo menos segundo o pouco que conheço do material de origem. Nesse sentido, também estão lá os lançadores de teia mecânicos, para a alegria dos fãs que torceram o nariz para a versão orgânica (e mais funcional) anterior. E a namorada de Peter agora é a Gwen Stacy (Emma Stone), a primeira mesmo, igual na HQ, e não a Mary Jane, a mais popular.

Em suma, os realizadores fizeram o que puderam para recomeçarem mais próximos do material original (ao menos nesses pormenores dedicados aos fãs), o que não passa de uma desculpa para dizerem que o que está na tela é novidade. Não é. O marketing chegou a anunciar que o filme traz a “história que não foi contada”, o que envolve uma injustificável subtrama, bandidamente não desenvolvida, sobre a origem e o destino dos pais de Peter (“Temos que deixar em aberto para o segundo filme!”, provavelmente disseram os produtores). Nem o vilão é tão novo assim: depois de três filmes sem que Dylan Baker pudesse se transformar no Lagarto, Rhys Ifans assume o papel do Dr. Curt Connors e se converte num inimigo pouco icônico, ainda que mais feroz. Mas o conflito de personalidade remete inegavelmente ao Duende Verde, ainda que o Lagarto tenha uma dubiedade que o humaniza, diferente do Norman Osborn do primeiro filme, que finge ser bonzinho quando lhe convém.

Pouco falei sobre a direção de Marc Webb porque, no fim das contas, sua visão é o que parece menos ter importado quando os produtores o contrataram. Diferente de Sam Raimi, que é um diretor que tem um estilo próprio, que é um autor visual, Webb não é uma má escolha, mas a escolha ideal para os propósitos do estúdio (que é o verdadeiro dono do filme, não sejamos ingênuos, caso contrário Raimi poderia ter feito filmes ainda melhores quando estava no comando da série). “(500) Dias Com Ela”, o filme de estreia de Webb, é um adorável anti-romance, onde o diretor mostra que sabe aproximar os personagens do público. E é isso que ele faz na maior parte do tempo em “O Espetacular Homem-Aranha”, já que demonstra desconforto ao filmar sequências de ação (com um ou outro momento digno de nota, como a luta na escola) e total despreparo na utilização do 3D (que é real, mas tem cara de convertido).

Sem mostrar qualquer coisa que seja que justifique o adjetivo “espetacular” do título, este novo “Homem-Aranha” é reflexo genuíno de uma geração, o que pode ser encarado como um fator positivo. Mas, infelizmente, o filme ser esse reflexo também é o que pode afastá-lo das gerações precedentes.
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Belo Horizonte ganha mais seis salas de cinema

Sexta-feira, dia 10, é a data de inauguração do novo complexo de cinemas de Belo Horizonte: o Cinépolis Shopping Estação BH. Serão seis salas no recém-inaugurado centro de compras localizado na região da Pampulha/Venda Nova.

Ainda não pude visitar as salas, mas a programação de abertura é apetitosa, com direito à pré-estreia de "360", novo filme do Fernando Meirelles, e o relançamento de "Os Vingadores" (legendado, mas em 3D convertido). A primeira semana contará com quatro cópias dubladas, sendo três animações ("A Era do Gelo 4", "Valente" e "Outback: Uma Galera Animal") e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Pelo menos, este último estará com mais duas cópias legendadas, o que pode ser lido como um bom sinal de que a rede não se renderá plenamente aos dublados, diferente, por exemplo, da rede Cineart, que tem optado por mais cópias dubladas em suas salas na capital.

Abaixo, o release enviado pela rede.

CINÉPOLIS INAUGURA CINEMAS EM BELO HORIZONTE

O complexo de cinemas com seis salas será inaugurado no Shopping Estação BH; é o vigésimo complexo da rede

A Cinépolis anuncia a abertura de seu 20º complexo no Brasil na próxima sexta-feira, dia 10 de agosto. A primeira operação da rede na capital mineira terá seis salas (com três salas 3D). É o primeiro complexo 100% digital da região.

A programação do Cinépolis Estação BH será formada por gêneros variados e atenderá às preferências do público, ouvindo a demanda de seus frequentadores. A projeção terá padrão DCI, com projetores de última geração.

As seis salas totalizam 1103 poltronas, aumentando a presença nacional da rede para 159 salas.

Pré-estreias da semana:

360 (360)

De Fernando Meirelles, 360 é um caleidoscópio moderno de amor e relacionamentos, interligando personagens de diferentes cidades do mundo num conto sobre a vida romântica no século XXI. O filme tem início em Viena e dá voltas por Paris, Londres, Bratislava, Rio, Denver e Phoenix. A partir de uma decisão simples tomada por um homem (Jude Law) para se manter leal à sua esposa (Rachel Weisz), acontece uma série de episódios que rodam o globo com consequências dramáticas.

Outback, uma Galera Animal (Outback)

Johnny é um raro coala branco que está acostumado à sua vida de mordomias como atração turística no circo. Mas a rotina do bicho vira de cabeça pra baixo quando ele acaba trocando a calma e tranquilidade pela vida selvagem do deserto. Nessa empreitada, Johnny conta com a ajuda atrapalhada um macaco chamado Higgens e um demônio da Tasmânia, Hamish para tornar-se um verdadeiro herói e derrotar um malvado e enorme crocodilo que ameaça os animais da região.

Estreias da semana:

À Beira do Caminho (À Beira do Caminho)

Do diretor de 2 Filhos de Francisco e Era Uma Vez, o filme conta a história do caminhoneiro João que resolve cruzar o Brasil e nunca mais voltar a sua cidade natal. Nesta jornada, João conhecerá novas pessoas e lugares. Ao dar carona a um menino que sonha em encontrar o pai, João embarca numa viagem ao passado que mudará o destino dos dois.

Lola (LOL: Laughin Out Loud)

Lola (Miley Cyrus) namora Chad (George Finn); que tem uma banda e ensaia quase todos os dias para o grande show da escola. Tudo ia muito bem entre eles até Lola descobrir que Chad é na verdade um galinha. Para piorar suas notas na escola vão de mal a pior. Sua mãe (Demi Moore) está tão brava com as confusões de Lola que não vai mais deixar ela ir a Paris no final do semestre com a escola. Só que as coisas ficam ainda mais complicadas quando Lola percebe que Kyle (Douglas Booth), seu melhor amigo, pode ser muito mais que isso.

Reestreia:

Os Vingadores (The Avengers)

Continuando as épicas aventuras cinematográficas iniciadas por Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador, The Avengers – Os Vingadores da Marvel é uma reunião de super-heróis inédita. Quando um inesperado inimigo aparece e ameaça a segurança e a tranquilidade do mundo, Nick Fury, diretor da agência internacional de pacificação conhecida como SHIELD, sai em busca de uma equipe capaz de tirar o mundo da iminência de um desastre. Através do planeta, um ousado recrutamento se inicia.

Cinépolis Estação BH – Av. Cristiano Machado, 11833, LUC 4001 - Dona Clara - Belo Horizonte – MG - CEP: 31760-000
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RANKING: Todos os filmes lançados no Brasil em 2012

Regras básicas: a) são considerados para este ranking todos os filmes lançados comercialmente nos cinemas brasileiros em 2012; b) obviamente, só entram os filmes a que eu consegui assistir, não importando se foi no cinema ou em casa; c) os filmes estão organizados por critério de preferência, do melhor para o pior; d) a ordem dos filmes pode ser alterada a cada atualização do ranking; e) sim, eu sei que falta ver muita coisa, que perdi por inúmeras razões, e por isso mesmo as atualizações do ranking serão constantes e não terminarão com o fim do ano em questão.


1. A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo, 2011, EUA/França)
DIR Martin Scorsese

2. O ARTISTA (The Artist, 2011, França/Bélgica)
DIR Michel Hazanavicius

3. OS DESCENDENTES (The Descendants, 2011, EUA)
DIR Alexander Payne

4. SHAME (2011, Reino Unido)
DIR Steve McQueen

5. O HOMEM QUE MUDOU O JOGO (Moneyball, 2011, EUA)
DIR Bennett Miller

6. O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, 2011, Reino Unido/França/Alemanha)
DIR Tomas Alfredson

7. DRIVE (2011, EUA)
DIR Nicolas Winding Refn

8. MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011, EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha)
DIR David Fincher

9. AS NEVES DO KILIMANJARO (Les neiges du Kilimandjaro, 2011, França)
DIR Robert Guédiguian

10. O PORTO (Le Havre, 2011, Finlândia/França/Alemanha)
DIR Aki Kaurismäki


11. EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS (2011, Brasil)
DIR Beto Brant, Renato Ciasca

12. A SEPARAÇÃO (A Separation ou Jodaeiye Nader az Simin, 2011, Irã)
DIR Asghar Farhadi

13. JOVENS ADULTOS (Young Adult, 2011, EUA)
DIR Jason Reitman

14. L’APOLLONIDE – OS AMORES DA CASA DE TOLERÂNCIA (L'Apollonide: Souvenirs de la maison close, 2011, França)
DIR Bertrand Bonello

15. PODER SEM LIMITES (Chronicle, 2012, EUA)
DIR Josh Trank

16. DEUS DA CARNIFICINA (Carnage, 2011, França/Alemanha/Polônia/Espanha)
DIR Roman Polanski

17. PROMETHEUS (2012, EUA)
DIR Ridley Scott

18. A PERSEGUIÇÃO (The Grey, 2012, EUA)
DIR Joe Carnahan

19. OS VINGADORES – THE AVENGERS (The Avengers, 2012, EUA)
DIR Joss Whedon

20. BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (The Dark Knight Rises, 2012, EUA/Reino Unido)
DIR Christopher Nolan


21. VALENTE (Brave, 2012, EUA)
DIR Mark Andrews, Brenda Chapman

22. NA ESTRADA (On the Road, 2012, EUA/França/Brasil)
DIR Walter Salles

23. HELENO (2011, Brasil)
DIR José Henrique Fonseca

24. ANDERSON SILVA: COMO ÁGUA (Like Water, 2011, EUA)
DIR Pablo Croce

25. UM MÉTODO PERIGOSO (A Dangerous Method, 2011, Reino Unido/Alemanha/Canadá/Suíça)
DIR David Cronenberg

26. JOGOS VORAZES (The Hunger Games, 2012, EUA)
DIR Gary Ross

27. PARA ROMA COM AMOR (To Rome With Love, 2012, EUA/Itália/Espanha)
DIR Woody Allen

28. PARAÍSOS ARTIFICIAIS (2012, Brasil)
DIR Marcos Prado

29. O QUE EU MAIS DESEJO (Kiseki ou I Wish, 2011, Japão)
DIR Hirokazu Kore-eda

30. A GUERRA ESTÁ DECLARADA (La guerre est déclarée ou Declaration of War, 2011, França)
DIR Valérie Donzelli


31. CAVALO DE GUERRA (War Horse, 2011, EUA/Reino Unido)
DIR Steven Spielberg

32. AS AVENTURAS DE TINTIM (The Adventures of Tintin, 2011, EUA/Nova Zelândia/Bélgica)
DIR Steven Spielberg

33. HOMENS DE PRETO 3 (Men in Black III, 2012, EUA)
DIR Barry Sonnenfeld

34. DIÁRIO DE UM JORNALISTA BÊBADO (The Rum Diary, 2011, EUA)
DIR Bruce Robinson

35. SETE DIAS COM MARILYN (My Week With Marilyn, 2011, Reino Unido/EUA)
DIR Simon Curtis

36. PROJETO X – UMA FESTA FORA DE CONTROLE (Project X, 2012, EUA)
DIR Nima Nourizadeh

37. JOHN CARTER – ENTRE DOIS MUNDOS (John Carter, 2012, EUA)
DIR Andrew Stanton

38. A TODA PROVA (Haywire, 2011, EUA/Irlanda)
DIR Steven Soderbergh

39. O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The Amazing Spider-Man, 2012, EUA)
DIR Marc Webb

40. J. EDGAR (2011, EUA)
DIR Clint Eastwood


41. SHERLOCK HOMES – O JOGO DE SOMBRAS (Sherlock Holmes: A Game of Shadows, 2011, EUA/Reino Unido)
DIR Guy Ritchie

42. E AÍ... COMEU? (2012, Brasil)
DIR Felipe Joffily

43. SOMBRAS DA NOITE (Dark Shadows, 2012, EUA)
DIR Tim Burton

44. XINGU (2011, Brasil)
DIR Cao Hamburger

45. AMERICAN PIE – O REENCONTRO (American Reunion, 2012, EUA)
DIR Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg

46. O CORVO (The Raven, 2012, EUA/Hungria/Espanha)
DIR James McTeigue

47. ESPELHO, ESPELHO MEU (Mirror Mirror, 2012, EUA)
DIR Tarsem Singh

48. A DANÇARINA E O LADRÃO (El Baile de la Victoria, 2009, Espanha)
DIR Fernando Trueba

49. BELEZA ADORMECIDA (Sleeping Beauty, 2011, Austrália)
DIR Julia Leigh

50. 2COELHOS (2012, Brasil)
DIR Afonso Poyart


51. PROTEGENDO O INIMIGO (Safe House, 2012, EUA/África do Sul)
DIR Daniél Espinosa

52. HISTÓRIAS CRUZADAS (The Help, 2011, EUA/Índia/Emirados Árabes)
DIR Tate Taylor

53. GUERRA É GUERRA (This Means War, 2012, EUA)
DIR McG

54. PARA SEMPRE (The Vow, 2012, EUA/Brasil/França/Austrália/Reino Unido/Alemanha)
DIR Michael Sucsy

55. A DAMA DE FERRO (The Iron Lady, 2011, Reino Unido/França)
DIR Phyllida Lloyd

56. MOTOQUEIRO FANTASMA: ESPÍRITO DE VINGANÇA (Ghost Rider: Spirit of Vengeance, 2012, EUA/Emirados Árabes)
DIR Mark Neveldine, Brian Taylor

57. FÚRIA DE TITÃS 2 (Wrath of the Titans, 2012, EUA)
DIR Jonathan Liebesman

58. BATTLESHIP – BATALHA DOS MARES (Battleship, 2012, EUA)
DIR Peter Berg

59. BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (Snow White and the Huntsman, 2012, EUA)
DIR Rupert Sanders

60. A HORA DA ESCURIDÃO (The Darkest Hour, 2011, EUA/Rússia)
DIR Chris Gorak
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Por que a estreia antecipada de "The Master" é boa para os fãs brasileiros de P.T. Anderson


Para muita gente por aí, o ano já acabou com o lançamento de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Não para os cinéfilos de verdade, que tiveram uma excelente notícia esta semana com a antecipação da estreia de "The Master", novo filme de Paul Thomas Anderson, para 14 de setembro - um mês antes do previsto pela Weinstein Company.

Mas por que o lançamento antecipado nos EUA é uma "excelente notícia" para nós, brasileiros? Por duas razões: 1) com o filme na praça em 14 de setembro (e possivelmente já terá sido exibido na semana anterior, no Festival de Toronto), as chances são ainda maiores de ele ser incluído na programação do Festival do Rio (que acontece de 27 de setembro a 11 de outubro) ou da Mostra de São Paulo (19 de outubro a 1º de novembro); e 2) assim que a data de estreia no Brasil for definida, poderemos ter uma surpresa.

Com "surpresa" quero dizer "boa surpresa", a não ser que o distribuidor brasileiro (também não definido) queira enfrentar a concorrência dos piratas. Afinal, com a estreia nos cinemas americanos em setembro, é bem provável que a Weinstein Co. lance o novo filme do diretor de "Magnólia", "Boogie Nights" e "Sangue Negro" (e também de "Jogada de Risco" e "Embriagado de Amor") em Blu-ray e DVD entre dezembro e janeiro. E sabemos como essas coisas funcionam na internet.

Sobre a distribuição no Brasil, é bastante provável que o filme fique com alguma das independentes - Paris ou PlayArte, mas com vantagem para a Imagem, que já vai distribuir "Os Infratores", de John Hillcoat, e "Killing Them Softly", de Andrew Dominik, ambos produzidos pela companhia de "The Master", a Annapurna Pictures. 

Vejo ainda uma pequena (e remota) chance de ficar com a Sony (que distribuiu no Brasil "Embriagado de Amor"), o que seria, sem dúvidas, a melhor opção, já pensando no lançamento em home video. Mas acredito que ficará mesmo com a Imagem.

"The Master" é centrado no relacionamento entre um líder religioso carismático (Philip Seymour Hoffman) e um jovem alcoólatra (Joaquin Phoenix), que passa a acompanhar a expansão da religião, nos anos 50. A referência é a Cientologia, o que tem causado desconforto em Hollywood.

Vamos cruzar os dedos e aguardar.

ATUALIZAÇÃO em 07/ago: Errei. Segundo o boletim Filme B, "The Master" ficou com a Paris Filmes e a estreia será em 25 de janeiro de 2013 - típica data de concorrentes ao Oscar. Fica, ainda, a esperança do filme passar no Festival do Rio ou Mostra de São Paulo antes. O título em português continua indefinido.

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Para Roma, Com Amor


“Para Roma, Com Amor” é como um esboço de ideias que Woody Allen pode ter tido para novos longas-metragens, mas que ele não conseguiu desenvolver ou achou que não conseguiria realizar. Pode, então, ter resolvido transformar esses rascunhos de filmes numa antologia de pequenas histórias que se passam na capital italiana, novo ponto de parada de sua turnê europeia iniciada em 2005 com "Match Point".

Apesar de ocorrerem ao mesmo tempo e algumas delas serem congruentes, as histórias de "Para Roma, Com Amor" não se cruzam com num filme de Alejandro González Iñárritu ("21 Gramas", "Babel"). Algumas delas flertam com o realismo fantástico com que Allen já brincou em filmes como "A Rosa Púrpura do Cairo" e "Meia-Noite em Paris". Outras lidam com as desventuras amorosas vistas em filmes "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" ou "Vicky Cristina Barcelona", sem, entretanto, trazerem a mesma profundidade e charme que esses filmes carregam. Há, ainda, a história protagonizada pelo próprio Allen e que é a que menos se encaixa dentro do que já vimos do cineasta, embora sua persona garanta a assinatura.

O cinema bem humorado de Woody Allen que todos gostam está ali, ainda que meio pulverizado. Como escritores que fizeram livros de contos, Allen faz aqui um filme de contos – alguns não tão bons, outros que, com um pouco mais de cozimento, poderiam se transformar em longas, embora a suspeita é que seriam desses longas menores da carreira de Allen, como "Scoop - O Grande Furo" ou "Igual a Tudo na Vida".

A suposta falta de inspiração do cineasta tem sido a crítica comum em relação a "Para Roma, Com Amor", mas há de se concordar que, ainda assim, é um filme coerente com temas presentes em sua obra: as neuroses do amor, os dilemas que surgem das escolhas que fazemos e a busca pelo êxito social ou profissional. Nos filmes de Allen, uma coisa sempre pode levar à outra.

São esses temas que pautam as decisões tomadas por todos os personagens de "Para Roma, Com Amor". Temos lá o cidadão comum (Roberto Benigni) que se vê cansado da rotina diária e é transformado em celebridade pela imprensa da noite para o dia, no que talvez seja um curta simpático ali dentro. Temos o arquiteto que renegou aos seus sonhos profissionais (Alec Baldwin) e se encontra com um alter-ego bem mais jovem (Jesse Eisenberg), que se vê num dilema amoroso - provavelmente a história (ou histórias) com mais potencial para ter vida própria. Temos o rapaz do interior (Flavio Parenti) com futuro promissor na cidade grande, mas que tem a esposa trocada temporariamente (a mais tola das tramas do filme). E, claro, temos o empresário musical aposentado, vivido pelo próprio Allen, que descobre acidentalmente uma nova chance de voltar a trabalhar e se redimir de seus fracassos - outra ideia que consigo vislumbrar, ainda que com um pouco mais de esforço, como uma comédia solo.

De toda forma, Woody tem crédito com seus fãs, que aguardam ver no próximo ano mais uma ou várias de suas histórias, sempre com o mesmo ânimo que ele tem para contá-las. E por mais que "Para Roma, Com Amor" seja irregular, há sempre duas ou três coisas interessantes e perspicazes que encontramos nos filmes desse diretor singular.
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Dado alarmante


Da assessoria de imprensa do Telecine:


Atenção para essa parte: "É dela (classe AB) a maior participação na audiência do canal, com 53%".

Ou seja, o papo de que o "povão" é que prefere filme dublado não pode ser considerado na discussão.

Há de se levar em conta ainda que a maior parcela do público de cinema certamente é formada por membros de classe AB.

Dublagem é ruim. Deturpa a obra original. Mas não sou a favor da extinção do filme dublado, de forma alguma. Há o fator sócio-econômico que deve ser considerado. E quanto às crianças que ainda não conseguem acompanhar a velocidade das legendas?

O problema ao meu ver é que a visão de mercado dos estúdios tem prevalecido. A culpa do crescimento dos filmes dublados não é exclusiva do público que "não quer ler". É também dos estúdios que se baseiam na lei de oferta e demanda e, assim, colaboram para a formação desse público. Parecem confiar cegamente em estatísticas e irresponsavelmente estimulam a preguiça.
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