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Liz Taylor


Como Paul Newman diz nesta homenagem prestada a Elizabeth Taylor pelo canal Turner Classic Movies em 2007: "O que dizer sobre uma lenda?"

Deixamos esta pequena lembrança de Liz Taylor, que já havia se aposentado há uma década e nessa quarta-feira, dia 23 de março de 2011, morreu, aos 79 anos.

Uma lenda fala sobre outra lenda:

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Mães cinematográficas


Gena Rowlands como Mabel Longhetti em "Uma Mulher Sob Influência" (1974).

No ano passado, a revista Premiere organizou uma lista com 40 mães memoráveis de todos os tempos no cinema. A campeã foi a atriz Melinda Dillon, que interpreta a matriarca da família Parker em “Uma História de Natal”, de 1983, aquele popular filme-natalino-para-ser-visto-em-família. Mas estão na lista também personagens inesquecíveis como Lorraine McFly, papel de Lea Thompson em “De Volta Para o Futuro”; Mollie Jensen, interpretada por Kirstie Alley em “Olha Quem Está Falando”; a Dorothy de Renée Zellwegger em “Jerry Maguire – A Grande Virada”; e ainda são mencionadas Diane Keaton em “Presente de Grego”; Meryl Streep em “Mamma Mia” e até mesmo a Alien Rainha de “Aliens – O Resgate”.

Em homenagem ao Dia das Mães, relembro outras grandes mães já retratadas na telona e que não entraram na lista da Premiere. Começo por um filme que já é uma homenagem: “Tudo Sobre Minha Mãe”, de Pedro Almodóvar. Considerado um dos melhores trabalhos do cineasta espanhol, o longa gira em torno de uma mãe solteira que perde o único filho em um acidente quando ele tentava conseguir um autógrafo de sua atriz favorita. Cecília Roth faz a protagonista e inicia uma amizade com o ídolo do filho, papel de Marisa Paredes, e ainda conhece uma freira que está grávida, personagem de Penélope Cruz. É a relação entre essas mulheres que dá a tônica emotiva da narrativa. Almodóvar dedicou o filme não apenas à sua mãe, mas também àquelas que possivelmente são suas mães cinematográficas: as atrizes Bette Davis, Romy Schneider e Gena Rowlands.

Gena Rowlands. Ela que estrelou vários filmes dirigidos por seu marido, o ator e cineasta John Cassavetes. Um dos trabalhos mais contundentes dessa parceria é “Uma Mulher Sob Influência”, de 1974, onde a personagem de Gena enfrenta sérios distúrbios de comportamento que levam seu marido (papel de Peter Falk) a interná-la em um hospital psiquiátrico. É um dos filmes mais duros e cruéis – emotivamente falando – no retrato da loucura e a forma como a rotina de uma família é afetada pela doença. Um clássico do cinema independente e um clássico de todos os tempos.


Catherine Scorsese vive a mãe de Joe Pesci em "Os Bons Companheiros" (1990).

Outra relação entre mãe e filho que vai além da relação entre narrador e personagem é a de Martin Scorsese com sua mãe. O amor do cineasta pela arte é evidente em todos os seus filmes, então não é de se espantar o fato de ele ter levado uma parte tão fundamental de sua vida pessoal para a tela. Scorsese sempre costumava escalar os pais em pequenos papéis e sua mãe, Catherine Scorsese, geralmente ganhava falas. Ela tem destaque em alguns dos melhores trabalhos do diretor, como “Os Bons Companheiros”, “Cassino” e “O Rei da Comédia”, sempre vivendo a mãe de um dos personagens da trama. E ainda consta no IMDb que, no set, ela costumava cozinhar para o elenco e para a equipe. A mãe de Scorsese morreu em 1997, vítima de Alzheimer, e o filho dedicou “Kundun”, lançado naquele ano, à sua memória. E vale lembrar ainda que Scorsese dirigiu, em 1974, “Alice Não Mora Mais Aqui”, em que Ellen Burstyn vive uma mãe para lá de batalhadora.

Guerreira, protetora, dedicada, caridosa, incondicionalmente amorosa: mais que papéis, são virtudes que todas essas mães representam. Para fechar essa pequena homenagem do cinematório, deixo uma galeria de mais grandes e inesquecíveis mães do cinema. Lembrou de mais alguma? Deixe um comentário.

Fica aqui o nosso Feliz Dia das Mães para todos os leitores.


Sally Field é a Sra. Gump em “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994).



Julia Roberts em “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento” (2000).



Angelina Jolie é a incansável Christine Collins de “A Troca” (2008).



Helen Hunt e sua Carol Connelly de “Melhor é Impossível” (1997).



Susan Sarandon, a Mamãe Racer - "Speed Racer" (2008). Das várias mães que ela já viveu, destaca-se ainda a Adele August de “Em Qualquer Outro Lugar” (1999).



A Beatrix Kiddo de Uma Thurman - “Kill Bill” (2003). Literalmente lutando para recuperar sua cria.



Melissa Leo e Misty Upham - "Rio Congelado" (2008). Também não poupam esforços por seus filhos.



Ellen Burstyn como Alice Hyatt em "Alice Não Mora Mais Aqui" (1974).



Cecilia Roth é Manuela e Penélope Cruz é Rosa - "Tudo Sobre Minha Mãe" (1999)



Norma Bates - "Psicose" (1960). Como esquecê-la?



E não podia faltar Pernilla August, a Shmi Skywalker de "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma" (1999). Nada mais, nada menos do que a mãe de Darth Vader. E já que estamos aqui, não podemos deixar de pelo menos citar Padmé Amidala, que afinal de contas é mãe de Luke e Leia.
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Lynn Redgrave 1943-2010

Não ia escrever sobre a morte de Lynn Redgrave. Na verdade, não acompanhei a carreira da atriz. Não vi "Georgy Girl", seu primeiro papel de expressão. Até assisti a "Shine: Brilhante". Mas o filme não é lá dos meus preferidos. Só comecei a prestar atenção em Lynn Redgrave com "Deuses e Monstros". No longa de Bill Condon (a última aquisição da saga "Crepúsculo") que explora os últimos dias do diretor James Whale, a atriz interpretou sua fiel e meio rabugenta governanta. Ainda me pergunto como Redgrave perdeu o Oscar para Judi Dench, por sua afetada atuação em "Shakespeare Apaixonado".

Não ia escrever sobre a morte de Lynn Redgrave. Resolvi fazê-lo depois de alguns desdobramentos na web. Logo após a morte da atriz, alguém desencavou um ensaio fotográfico dela. Quando Redgrave descobriu o câncer de mama, pediu para sua filha, então estudante de fotografia, para registrar seu tratamento através de imagens enquanto a atriz o registrava através de palavras. O resultado está aqui. É triste. Mesmo em suas fotos mais alegres.

Mas como o que importa aqui é o cinema, falo agora o grande motivo para escrever este post. Bill Condon conseguiu, pela segunda vez, uma atuação sensacional de Lynn Redgrave. Não que ela não fosse capaz com qualquer outro diretor. Mas em "Kinsey: Vamos Falar Sobre Sexo", fiquei impressionado. Porque, na verdade, tenho uma queda por atuações que se destacam com poucos minutos ou pouquíssimas cenas. Algo como Viola Davis fez em "Dúvida" ou Willian Hurt fez em "Marcas da Violência". Lynn Redgrave fez em "Kinsey". Em pouco mais de dois minutos ela conseguiu mostrar uma construção de personagem que muitos atores não alcançam nem com um filme inteiro. Quando a assisti, longo pensei que seria um dos grandes momentos de atuação da década. Pode parecer exagero, mas ainda acho. E, com a morte da atriz, alguém lembrou da cena e a postou no YouTube. Só para avisar, ela está no final de "Kinsey". Fiquem agora com uma verdadeira atuação.

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